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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Igreja de Actos dos Apostólos




Se olharmos o panorama mundial da Igreja evangélica perceberemos que o crescimento evangélico foi 1.5 % maior que o Islã na ultima década. O Evangelho já alcançou 22.000 povos nestes últimos 2 milênios. Temos a Bíblia traduzida hoje em 2.212 idiomas. As grandes nações que resistiam o Evangelho estão sendo fortemente atingidas pela Palavra, como é o caso da Índia e China, que em breve deverão hospedar a maior Igreja nacional  sobre a terra. Um movimento missionário apoiado pela Dawn Ministry plantou mais de 10.000 igrejas-lares no Norte da Índia na última década, em uma das áreas tradicionalmente mais fechadas para a evangelização. No Brasil menos evangelizado como o sertão nordestino, o norte ribeirinho e indígena, e o sul católico e espírita, vemos grandes mudanças na última década, com nascimento de novas igrejas, crescimento da liderança local e um contínuo despertar pela evangelização. No Brasil urbano a Igreja cresceu 267% nos últimos 10 anos. Apesar dos diversos problemas relativos ao crescimento e algumas questões de sincretismo que são preocupantes no panorama geral, vemos que o Evangelho tem entrado nos condomínios de luxo de São Paulo e nos vilarejos mais distantes do sertão, colocando a Palavra frente a frente com aquele que jamais a ouvira antes. Há um forte e crescente processo de evangelização no Brasil. 

Duas perguntas poderiam surgir perante este quadro: qual a relaçao entre a expansao do Evangelho e a pessoa do Espírito Santo ? E quais os critérios para uma Igreja, cheia do Espírito, envolver-se com a expansão do Evangelho do Reino ? 

Em uma macro-visão creio que esta relação poderia ser observada em três áreas distintas, porém, interrelacionadas: a essência da pessoa do Espírito e Sua função na Igreja de Cristo; a essência da pessoa do Espírito e Sua função na conversão dos perdidos; e por fim a clara ligação entre os avivamentos históricos e o avanço missionário. 


A essência da pessoa do Espírito e sua função na Igreja de Cristo. 

Em Lucas 24 Jesus promete enviar-nos um consolador, que é o Espírito Santo, e que viria sobre a Igreja em Atos 2 de forma mais permanente. Ali a Igreja seria revestida de poder. O termo grego utilizado para ‘consolador’ é ‘parakletos’ e literalmente significa ‘estar ao lado’. É um termo composto por duas partículas: a preposição ‘para’ - ao lado de -  e ‘kletos’ do verbo ‘kaleo’ que signfica chamar. Portanto vemos aqui a pessoa do Espírito, cumprimento da promessa, habitando a Igreja, estando ao seu lado para o propósito de Deus. 

Segundo John Knox a essência da função do Espírito Santo é estar ao lado da Igreja de Cristo, fazê-la possuir a Face de Cristo e espalhar o Nome de Cristo. Nesta percepção, O Espírito Santo trabalha para fazer a Igreja mais parecida com seu Senhor e fazer o nome do Senhor da Igreja conhecido na terra. 

A essência da pessoa do Espírito e sua função na conversão dos perdidos. 

Cremos que é o Espírito Santo quem convence o homem do seu pecado. 
O homem natural sabe que é pecador porém apenas com a intervenção do Espírito ele passa a se sentir perdido. Há uma clara, e funcional, diferença entre sentir-se pecador e sentir-se perdido. Nem todo homem convicto de seu pecado possui consciência de que está perdido, portanto, necessitado de redenção. Se o Espírito Santo não convencer o homem do pecado e do juizo, nossa exposição da verdade de Cristo não passará de mera apologia humana. 

A Igreja plantada mais rapidamente em todo o Novo Testamento foi plantada por Paulo em Tessalônica. Ali o apóstolo pregava a Palavra aos sábados nas sinagogas e durante a semana na praça e o fez durante 3 semanas, nascendo ali uma Igreja.  Em 1º Tess. 1:5 Paulo nos diz que o nosso evangelho não chegou até vos tão somente em palavra (logia, palavra humana) mas sobretudo em poder (dinamis, poder de Deus), no Espírito Santo e em plena convicção (pleroforia, convicção de que lidamos com a  verdade). 

O Espírito Santo é destacado aqui como um dos três elementos que propiciou o plantio da igreja em Tessalônica. Sua função na conversão dos perdidos, em conduzir o homem à convicção de que é pecador e está perdido, sem Deus, em despertar neste homem a sede pelo Evangelho e atraí-lo a Jesus é clara. Sem a ação do Espírito Santo a evangelização não passaria de apologia humana, de explicações espirituais, de palavras lançadas ao vento, sem público, sem conversões, sem transformação. 

A clara ligação entre os avivamentos históricos e os movimentos missionários. 


Se observarmos os ciclos de avivamentos perceberemos que a proclamação da Palavra torna-se uma consequência natural desta ação do Espírito. Vejamos. 

Fruto de um avivamento, a partir de 1730  John Wesley durante 50 anos pregou cerca de 3 sermões por dia, a maior parte ao ar livre, tendo percorrido 175.000 km a cavalo pregando 40.000 sermões ao longo de sua vida.  Fruto de um avivamento, em 1727 a Igreja moraviana passa a enviar missionários para todo o mundo conhecido da época, chegando ao longo de 100 anos enviar mais de 3.600 missionários para diversos países. 

Fruto de um avivamento, em 1784, após ler a biografia do missionário David Brainard,  o estudante Wiliam Carey foi chamado por Deus para alcançar os Indianos. Após uma vida de trabalho conseguiu traduzir a Palavra de Deus para mais de 20 línguas locais e sua influência permanece ainda hoje.

Fruto de um avivamento, em 1806 Adoniram Judson tem uma forte experiência com Deus e se propõe a servir a Cristo, indo depois para a Birmânia, onde é encarcerado e perseguido durante décadas, mas deixa aquele país com 300 igrejas plantadas e mais de 70 pastores. Hoje, Myamar, a antiga Birmânia, possui mais de 2 milhões de cristãos. 

Fruto de um avivamento, em 1882 Moody pregou na Universidade de Cambridge e 7  homens se dispuseram ao Senhor para a obra missionária e impactaram o mundo da época. Foram chamados “os 7 de Cambridge”, que incluía Charles Studd (sua biografia publicada no Brasil chama-se “O homem que obedecia”). Foi para a África,  percorreu 17 países e pregou a mais de meio milhão de pessoas. Fundou A Missão de Evangelização Mundial (WEC International) que conta hoje com mais de 2.000 missionários no mundo. 

Fruto de um avivamento, em 1855 Deus falou ao coração de um jovem franzino e não muito saudável para se dispor ao trabalho transcultural em um país idólatra e selvagem. Vários irmãos de sua igreja tentavam dissuadí-lo dizendo: “para que ir tão longe se aqui na América do Norte há tanto o que fazer ?” Ele preferiu ouvir a Deus e foi. Seu nome é Simonton (1833-1867) que veio ao nosso país e fundou a Igreja Presbiteriana do Brasil. 

Fruto de um avivamento, em 1950 no Wheaton College cerca de 500 jovens foram chamados para a obra missionária ao redor do mundo. E obedeceram. Dentre eles estava Jim Elliot que foi morto tentando alcançar a tribo Auca  na Amazônia em 1956. A partir de seu martírio houve um grande avanço missionário em todo o mundo indígena, sobretudo no Equador.  Outro que ali também se dispôes para a obra missionária foi o Dr Russel Shedd que é tremendamente usado por Deus em nosso país até o dia de hoje. 

Tendo em mente, nesta macro-estrutura,  os três níveis de relação entre o Espírito Santo e as Missões, podemos observar alguns valores bíblicos sobre este tema, revelados em Atos 2, durante o Pentecoste. 

O Pentecoste e as Missões 

O Espírito Santo é a pessoa central no capítulo 2 de Atos e Lucas é justamente o autor sinóptico que mais fala sobre Ele utilizando expressões como “ungido” pelo Espírito, ou “poder” do Espírito ou ainda “dirigido” pelo Espírito (Lc 3:21; 4:1, 14, 18) demonstrado que na teologia Lucana o Espírito Santo era realmente o ‘Parakletos’ que viria. 

O Pentecoste, dentre todas as festas judaicas,  era, segundo Julius,  o evento mais frequentado e acontecia sob clima de reencontros já que judeus que moravam em terras distantes empreendiam nesta época do ano longas jornadas para ali estar no quinquagésimo dia após a páscoa. 

Chegamos ao momento do Pentecoste. Fenômenos estranhos aos de fora e incomuns à Igreja aconteceram neste momento e a Palavra os resume falando sobre um som como “vento impetuoso” (no grego ‘echos’, usado para o estrondo do mar);  “línguas como de fogo” que pousavam sobre cada um, “ficaram cheios do Espírito Santo” e começaram a falar “em outras línguas”. Lucas fecha a descrição do cenário com a expressão no verso 4: “segundo o Espírito lhes concedia”. 

Outras línguas. O texto no versículo 4 utiliza o termos eterais glossais para afirmar que eles falaram em outras glosse , línguas, expressão usada para línguas humanas, idiomas. Mas, a fim de não deixar dúvidas, no versículo 8, o texto nos diz que cada um ouviu em sua “própria língua” usando aqui o termo dialekto que se refere aos dialetos ali presentes. As línguas faladas, e ouvidas, portanto eram línguas humanas e não línguas angelicais, neste texto em particular, no Pentecoste. Mas onde ocorreu o milagre? Naquele que falou ou nos ouvidos dos que ouviram ? É possivel que tenha sido nos ouvidos dos que ouviram pois a mensagem, pregada, foi compreendida idia dialekto - no próprio dialeto de cada um. O certo, porém, é que Deus atuou sobrenaturalmente a fim de que a mensagem do Cristo vivo fosse compreendida, clara e nitidamente, por todos os ouvintes. 

Em meio a este momento atordoante (vento, fogo, som, línguas) o improvável acontece. Aquilo que seria apenas uma festa espiritual interna para 120 pessoas chega até as ruas. O caráter missiológico do evangelho é exposto. O Senhor com certeza já queria demonstrar desde os primeiros minutos da chegada definitiva do Espírito sobre a Igreja que este poder – dinamis de Deus -  não havia sido derramado apenas para um culto cristão restrito, a alegria íntima dos salvos ou confirmação da fé dos mártires. 

O plano de Deus incluía o mundo de perto e de longe em todas as gerações vindouras e nada melhor do que aquele momento do Pentecoste quando 14 nações, ali presentes e, no meio desta balbúrdia da manifestação de Deus, cada uma – milaculosamente – passou a ouvir o Evangelho em sua própria língua. 

Era o Espírito Santo mostrando já na sua chegada para o que viria:  conduzir a Igreja a fazer Cristo conhecido na terra. Em um só momento Deus fez cumprir não apenas o “recebereis poder” mas também o “sereis minhas testemunhas”. A Igreja revestida nasceu com uma missão: testemunhar de Jesus. 

Daí muitos se convertem e a Igreja passa de 120 crentes para 3.000, e depois 5.000. Não sabemos o resultado daqueles representantes de 14 povos voltando para suas terras com o Evangelho vivo e claro, em sua própria língua, mas podemos imaginar o quanto o Evangelho se espalhou pelo mundo a partir deste episódio. Certamente o primeiro grande movimento de impacto transcultural da Igreja revestida. 

No verso 37 lemos que, após o sermão de Pedro, em que anuncia Cristo, “ouvindo eles estas coisas, compugiu-se-lhes o coração” e o termo usado aqui para compungir vem de katanusso, usado para uma “forte ferroada” ou ainda “uma dor profunda que faz a alma chorar”.  A Palavra afirma que “naquele dia foram acrescentadas quase três mil almas”. O Espírito Santo usando o cenário do Pentecoste para alcançar homens de perto e de longe.

Podemos retirar daqui algumas conclusões bem claras. Uma delas é que a presença do Espírito Santo leva a mensagem para as ruas, para fora do salão e alcança apenas pelos quais o sangue de Cristo foi derramado. Desta forma é questionável a maturidade espiritual de qualquer comunidade cristã que se contente tão somente em contemplar a presença do Senhor. A presença do Espírito, de forma genuína, incomoda a Igreja a sair de seus templos e bancos. A Não se contentar tão somente com uma experiência cúltica aos domingos. A procurar, com testemunho Santo e uso da Palavra de Deus, fazer Cristo conhecido aos que estão ao seu redor. 

Havia naquele lugar, ouvindo a Palavra de Deus através de uma Igreja revestida de Poder pelo Espírito Santo, homens de várias nações distantes, judaizantes, além de judeus de perto, que moravam do outro lado da rua. De terras distantes,  o texto, Atos 2: 9 a 11, registra que havia “nós, partos, medos, e elamitas; e os que habitamos a Mesopotâmia, a Judéia e a Capadócia, o Ponto e a Ásia, a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes-ouvímo-los em nossas línguas, falar das grandezas de Deus”. Uma Igreja revestida da Espírito deve abrir seus olhos também para os que estão longe, além barreiras, além fronteiras, nos lugares improváveis, onde Cristo gostaria que fôssemos. 
Que efeitos objetivos na construção do caráter da Igreja produziu a presença marcante e transformadora do Espírito ? 

A ação do Espirito Santo não produz uma Igreja enclausurada


E sta Igreja cheia do Espírito Santo passa a crescer onde está e em Atos 8 o Senhor a dispersa por todos os cantos da terra. E diz a Palavra que,  “os que eram dispersos iam por toda parte pregando a Palavra”. Vicedon nos ensina que uma Igreja cheia do Espírito é uma igreja missionária, proclamadora do Evangelho, conduzida para as ruas.

A ação do Espírto Santo não produz uma Igreja segmentada 

Após a ação do Espírito sobre os 120, depois 3.000, depois 5.000, não houve segmentação, divisão, grupinhos na comunidade.  Certamente eles eram diferentes. Alguns preferiam adorar a Deus no templo, outros de casa em casa. Alguns mais formais, judeus e judaizantes, outros bem informais, gentios. Alguns haviam caminhado com Jesus. Outros não o conheceram tão de perto. Mas esta Igreja possuía um só coração e alma, como resultado direto do Espírito Santo. Competições, segmentações, grupinhos, portanto, são uma clara demonstração de carnalidade e necessidade de busca de quebrantamento e entrega a ação do Espírito na vida da Igreja. 

A ação do Espírito Santo não produz uma Igreja autocentrada 

Certamente uma Igreja que havia experimentado o poder de Deus, de forma tão próxima e visível, seria impactada pelo sobrenatural.  Porém, quando a ação sobrenatural é conduzida pelo Espírito Santo a única pessoa que se destaca é Jesus, a única pessoa exaltada é Jesus, a única que aparece com louvores é Jesus. Esta Igreja que experimentou o Espírito no Pentecoste passa, de forma paradoxal, a falar menos de sua própria experiência e mais da pessoa de Cristo. O egocentrismo eclesiástico  não é compatível com as marcas do Espírito. 

Creio, assim, que nossa herança provinda do Pentecoste precisa nos levar a sermos uma Igreja nas ruas (não enclausurada), uma Igreja Cristocêntrica com amor e tolerância entre os irmãos (não segmentada ou partidária), uma Igreja cuja bandeira é Cristo, não ela mesma (não egocêntrica), e por fim uma Igreja proclamadora, que fala de Cristo perto e longe. Que as marcas do Pentecostes continuem a se manifestar entre nós. 

Por: Ronaldo Lidório 

As Estratégias Evangelísticas de Paulo


"Paulo foi o maior missionário da história da igreja." Investigar o conteúdo da sua mensagem e a relevância de seus métodos é um desafio para a igreja contemporânea. Na busca do crescimento da igreja, não precisamos recorrer às novas técnicas engendradas no laboratório do pragmatismo, mas devemos nos voltar ao exemplo daquele que foi o maior bandeirante do Cristianismo. Algumas estratégias de Paulo merecem destaque:
1. Paulo sempre buscou as sinagogas para alcançar os religiosos. Sempre que Paulo chegava em uma cidade, procurava ali uma sinagoga. Sabia que nesse ambiente religioso, judeus e pessoas tementes a Deus se reuniam para estudar a lei e orar. Seu propósito era argumentar com essa pessoas, a partir do Antigo Testamento, que o Jesus histórico é o Messias, o Salvador do mundo. Não podemos perder a oportunidade de pregar a Palavra nos templos, onde pessoas religiosas se reúnem, para expor a elas as Escrituras e por meio delas apresentar-lhes Jesus.

2. Paulo sempre aproveitou os lugares seculares para alcançar as pessoas não religiosas. Tanto em Corinto como em Éfeso, Paulo lançou mão desse recurso. Não podemos limitar o ensino da Palavra de Deus apenas aos locais religiosos. Em Corinto Paulo ensinou na casa de Tício Justo e em Éfeso, na escola de Tirano. Paulo ia ao encontro das pessoas, onde elas estavam. Era um evangelista que tinha cheiro de gente. Estava nas ruas, nas praças, nas escolas. Era um pregador fora dos portões. Ainda hoje podemos e devemos usar esses recursos. Podemos e devemos plantar igrejas, usando espaços neutros, como fábricas, escolas e hotéis. Muitas pessoas que, ainda hoje, encontram resistência para entrar num lugar religioso não oferecem qualquer resistência para ir a um lugar neutro.

3. Paulo sempre utilizou os lares como lugares estratégicos para a evangelização e o ensino. Paulo ensinava publicamente e também de casa em casa, testemunhando tanto a judeus como a gregos o arrependimento e a fé em Cristo Jesus. Paulo era um evangelista e um mestre. O lar sempre foi um lugar estratégico para o crescimento da igreja. Na igreja apostólica não havia templos. As igrejas se reuniam nas casas. E a partir desses núcleos, a igreja espalhou-se e multiplicou-se por todo o império romano. O lar deve ser uma embaixada do reino de Deus na terra, uma agência de evangelização e uma escola de discipulado.

4. Paulo sempre plantou igrejas em cidades estratégicas. Paulo foi um pregador fiel e relevante. Ele lia o texto e o povo. Conhecia as Escrituras e a cultura. Jamais mudou a mensagem, mas sempre buscou os melhores métodos para alcançar os melhores resultados. Por isso, fixou-se nas cidades mais importantes do império, porque estava convencido de que a partir dali, o evangelho poderia se espalhar para outros horizontes. Nas quatro províncias que Paulo plantou igrejas, as províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor, procurou sempre se estabelecer em lugares geográfica, econômica e religiosamente importantes, pois sabia que as igrejas nessas cidades tornar-se-iam multiplicadoras na evangelização mundial.

5. Paulo sempre acreditou no poder da verdade para convencer e converter os corações. Paulo pregou com lágrimas, mas sem deixar de usar seu cérebro. Por onde passou, dissertou sobre a verdade das Escrituras e persuadiu as pessoas a crerem em Cristo. Ele dirigiu-se à mente das pessoas e tocou-lhes o coração. Paulo rejeitou a sabedoria humana, mas não a sabedoria divina. Ele não confiou nos recursos da retórica, mas usou todos os argumentos lógicos e racionais, na dependência do Espírito, para alcançar as pessoas com o evangelho. Hoje, à semelhança de Paulo, precisamos de pregadores que conheçam a verdade; pregadores que ousem pregá-la com clareza, exatidão e poder.


sábado, 29 de dezembro de 2012

E ACONTECERÁ NOS ÚLTIMOS DIAS,(...)



" Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel : E ACONTECERÁ NOS ÚLTIMOS DIAS, disse Deus , Que derramarei de Meu Espírito sobre toda a carne ; " 
Atos 2:16,17

No Antigo Testamento  “os últimos dias” eram tidos como o tempo em que o Senhor agiria poderosamente , julgando  o mal e concedendo salvação ap seu povo. Já no Novo Testamento “os últimos dias” começaram com a pri meira vinda de Cristo  e o derramento inicial do Espirito Santo sobre o povo de Deus e que terminarão com a segunda vinda de Cristo.

ESTAMOS A VIVER “OS ÚLTIMOS DIAS” mas poucos sabem ou pouca importancia dão a esse facto. Estamos a viver a era do juizo de Deus contra o mal, da autoridade sobre demonios(Lc. 10:19), da salvação da raça humana (L03:06) e da pregação na terra do reino de Deus(Lc09:02).

Estamos a viver a melhor ERA desde até aqui, a era em que o Espirito Santo é derramado sobre nós, a era em que temos livre acesso a Deus, aonde somo testemunhas  profética, conclamando  todos a se arrependerem do pecado e receberem o dom gratuito de Deus.

Quando penso nisso fico extansiada em pensar quanto poder nos delegou o Senhor, nos deu autoridade atraves da palavra, nos tornou filhos legitimos e  co-herdeiros atraves do seu sacrificio de sangue, nos deu o se proprio Espirito para nos consolar e a salvação de GRAÇA mediante a fé. O  que mais poderiamos querer? Deveríamos estar 24 horas por dia a pensar, sentir e buscar o reino de Deus acima de todas as coisas.

Eu ainda não estou lá, mas peço ao Senhor que me conceda a graça de ser um pouquinho mais grata a ele pelo sacrifício na cruz e fazer da propagação da sua palavra prioridade na minha vida. Amem.

Prª. Isa Garrido

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Ficai em Jerusalém - Lucas 24:49


“E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”  Lucas 24:49

Ficar em Jerusalém vai muito além do que imaginamos a ordem expressa por Jesus tem pelo menos dois aspectos:


*  Perseverança

Ficai! Onde? Em Jerusalém que é o lugar da casa de Deus. Este ‘ficai em Jerusalém’ representa a necessidade que os discípulos tiveram de estar juntos em comunhão, de perseverar mesmo diante das tribulações e buscar o poder de Deus. Eles deveriam esperar e orar até que recebessem o poder do Espírito Santo. Precisamos aprender a ser perseverantes. Jesus diz para nós ficarmos, permanecermos em sua casa.


Ficar ali era ficar na obediência, na Palavra, com a certeza, que apesar de tudo que dizia ao contrário, o céu iria se abrir, e o poder prometido desceria. Que poder era este? Não sabiam! Mas, ficar era necessário. Ficar em Jerusalém, é vencer a si mesmo, e ser derrotado pela soberania de Deus, que sabia que sem aquilo que viria eles não passariam de simples pescadores falando de algo sem conhecimento, comum hoje em dia. Sem ficar em Jerusalém, pregariam sem o efeito, agora conhecidos por nós. Era aceitar o plano maior do Pai.

* Oração

Jesus não precisava orar, mesmo assim dedicou grande parte de seu ministério à oração. (Lc. 22: 41). Senhor Jesus estava, dessa forma, ensinando-nos os mais altos valores e caminhos da vida devocional, através dos quais alcançamos nossa comunhão e relacionamento com Deus. 

Jesus pontilhou seu ministério com muita oração, a mais pura e genuína intercessão que jamais se viu. Vemos Jesus enfatizando a validade da oração em várias circunstâncias. Aliás, oração foi a base do ministério de Jesus. É tempo de busca, de oração. Oração é a arma da batalha espiritual. Não vamos conseguir avançar sem oração. Temos sido impulsionados a orar, temos sido movidos a orar pelos discípulos pelo mundo, pelos países, pelos pastores.


* Aliança

Ficar fala de aliança, aliança fala de casamento, casamento fala de multiplicação  Quer ver a multiplicação de Deus. FIQUE!

É tempo de parar, é tempo de ficar em Jerusalém, é tempo de viver a realidade de uma igreja apostólica, da igreja de Actos não só em repartir o pão, não só na oração, mas na autoridade espiritual, na unção. Você vai ser testemunha em muitos lugares, mas é tempo de revestimento, é tempo de perseverar, é tempo de aliança, é tempo de derramar do Espírito.





AVIVAMENTO o que é, afinal de contas?



Muito se tem falado sobre avivamento e o que ele significa, infelizmente temos perdido completamente o foco do verdadeiro avivamento aquele do qual  Jesus disse: E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.    Lucas 24:49.

Infelizmente há  até  mesmo um "certo pré-conceito" por parte dos ortodoxos sobre avivamento, pois esta palavra já está tão banalizada, marginalizada, estereotipada que a imagem mental são mega-show, retetê, gritaria, histeria e tudo mais. Doí me o coração ver que UMA das maiores promessas de Deus para a igreja tenha se tornado CLICHÉ.

li um artigo do nosso irmão em Cristo, que resume tudo o que acredito, luto, e brigo para que o verdadeiro significado da palavra AVIVAMENTO volte as raízes e ao seu real significado, de outro modo de que valeria a pena estar numa igreja sem AVIVAMENTO?


No dicionário Aurélio, avivamento é definido como o ato ou efeito de avivar  tornar mais vivo, mais nítido, cobrar ânimo, ficar intenso.

Mas o que avivamento significa dentro do contexto que vivemos - a igreja de Jesus?

1- Primeiramente o avivamento nos fala de "Retornar"!No Salmo 85:6 lemos: "Não tornarás a vivificar-nos, para que o teu povo se alegre em ti?" Este texto nos indica a idéia da necessidade de uma recuperação. Nos fala de sairmos de um estado de apatia e inércia, para uma vida de alegria e significado. Trás a idéia de um retorno a uma vida que só é experimentada na lembrança do passado – distante da realidade presente. Esta vida é possível mas foi perdida em algum lugar da existência da fé.

2- Em segundo lugar nos fala de "Restaurar"!Salmo 126:4
O avivamento restaura verdades. Restaura aquilo que um dia cremos (nossa doutrina), e vivemos (nossa prática), mas que por alguma razão abandonamos ao total desapreço. Portanto o avivamento é uma recuperação daquilo que está esquecido, obscurecido. O avivamento repara o altar da nossa vida. Restaura o nosso fervor, nosso ânimo e nossa paixão pelo Senhor do Reino e pelas coisas do Reino.

3- Em terceiro lugar avivamento nos fala de "Restituir"!Salmo 51:12
É a restituição de um entusiasmo rejuvenescido; de um andar em santidade. O avivamento é a volta de uma vida de credibilidade! Isto é mais que grandes concentrações, mais que "êxtase pentecostal", mais que uma experiência com o sobrenatural, mais ainda do que milhares de pessoas se agregando às Igrejas evangélicas. É mais que o testemunhar das mudanças sociais que ocorrem – novos apartamentos, novos carros, novos empregos e novas empresas. "Avivamento é uma operação do Espírito de Deus, entre seu povo". É Deus agindo em sua Igreja. É a volta do culto verdadeiro, da adoração genuína, da contrição de coração. É mais que um ensinar teórico. É a prática – a vida. É o povo pregando o que na vida já fazem!
É esta vida que o avivamento pode restituir!
Que Deus nos ajude a sairmos da "vida morta", e restaure em nós seu altar, restituindo-nos um estilo de vida coerente com o caráter Dele!

J. J a c ó V i e i r a

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Derramar de Deus sobre esse país


No dia 15 de Agosto de 2012, durante um jejum o Espírito Santo impulsionou-me a escrever uma serie de coisas. O objectivo desse jejum era para que Deus me mostrasse porque estávamos a passar por uma provação pessoal tão grande e sem vislumbres de solução,  orávamos, tentávamos amarrar todas pontas soltas, renuncias, enfim, e nada, o silencio de Deus era implacável.

O Espírito Santo disse ao meu coração que chegara o  momento de Deus tomar esse pais, chegou a hora dele derramar do seu Espírito sobre toda carnalidade desse país Deus diz: BASTA! Uma invasão não se faz com uma pessoa só  assim Deus deu-me uma serie de nomes de pastores, obreiros, alguns que conheço pessoalmente outros que são amigos de amigos meus, enfim, essas pessoas são aqueles que Deus preparou para serem instrumentos nessa batalha.

nesse dia voltei triste para casa, não sentia-me em mim, sentia muito medo, por dois ou três dias não apetecia falar ou sorrir, apenas dizia a Deus: "vão me chamar de louca, eu tenho três filhos ainda pequeninos" levei quase um mês para  contar ao meu esposo, depois contei a uma irmã muito próxima e então começamos a orar em relação a este assunto, poucas semanas depois o meu problema sem solução começava a resolver-se por si só, então Deus disse ao coração: contaste a dois e viste o que fiz. Conte ao mundo o resto é comigo.

Isto que vos escrevo é o que Deus mandou-me fazer, chamem-me de louca, herege, fanática  enfim, pouco me importa, já não me apetece mais fazer minha vontade apenas a de Deus é a que interessa, sei que não será fácil, infelizmente quando se trata de fazer a vontade de Deus a trilhar os seus caminhos a pagar o preço  a tirar tempo para ORAR é tudo muito difícil  cada qual tem suas vidas, suas batalhas e inserir um um novo compromisso é demais, mas este é o recado de Deus. Eis-me aqui Senhor! A tua palavra está lançada o resto é  com o teu Espírito. Amem.    

Se o Espírito Santo tocar ato teu coração entre em contacto, deixe recado, siga o  blog, post dizendo aquilo que Deus tocar ao teu coração e se quiser estar disposto para orarmos Eis-me aqui.

Prª. Isa Garrido
Rua Aceiro Jose Camarinho, 05 - Fonte da Vaca - Pinhal Novo
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